Uma pergunta no mínimo interessante estava sendo feita ontem no Twitter pelo senador Roberto Requião (PMDB) e seu filho, Mauricio Requião: do que o PT tem medo? A indagação surgiu pela visível pressão do governo federal e do PT, que fez com que 14 dos 40 senadores que inicialmente haviam assinado o requerimento de abertura da CPI do Transporte Público, protocolada por Requião, retirassem seus nomes na última hora.
Requião não desistiu e, nos últimos cinco minutos, conseguiu protocolar o pedido da CPI com duas assinaturas a mais do necessário. O Senado então confirmou nesta sexta-feira a criação da CPI e agora os líderes indicarão os integrantes. Segundo o paranaense, a comissão vai investigar as elevadas tarifas de transporte coletivo urbano no país e verificar que medidas podem ser tomadas pelo poder público para enfrentar a questão.
Na justificativa do requerimento, Requião destacou diversas irregularidades que têm sido praticadas em detrimento da população e que têm contribuído para o aumento das tarifas. Entre elas, os vícios em processos licitatórios que inibem a concorrência, falhas na condução dos contratos e falta de publicidade das planilhas de custos que permitiriam uma avaliação correta da relação entre as despesas e as tarifas do transporte.
“Pretendo com essa CPI, antes de tudo, fazer valer o direito do cidadão usuário de ônibus urbanos a receber do Parlamento o efetivo serviço de fiscalização dos processos de contratação, condução, definição de tarifas e concessão de subsídios”, afirmou o senador paranaense.
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