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Regionalização do Hospital Germano Lauck

Governo quer transformar Hospital Germano Lauck em hospital regional

Prefeitos articulam a elevação do Hospital Municipal Padre Germano Lauck para Hospital Regional

Única referência de atendimento integral do SUS no extremo-oeste, o Hospital Municipal Padre Germano Lauck busca a “regionalização” para ampliar serviços e diminuir despesas de custeio das cidades que integram a 9ª regional de Saúde: Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Matelândia, Missal, Itaipulândia, Serranópolis do Iguaçu e Ramilândia.

Na pandemia, o hospital atendeu os casos mais graves de covid das nove cidades, além de brasileiros e paraguaios residentes do Departamento de Alto Paraná (Paraguai). O custo médio estimado de cada atendimento é de R$ 12 mil. O repasse dos governos estadual e federal custeia cerca de 45% desse valor – os outros R$ 6,5 mil são custeados pela prefeitura de Foz. A previsão orçamentária de custeio do hospital para o ano de 2022 é de R$ 120 milhões, dos quais R$ 55 milhões deverão ser de repasses estaduais e federais.

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“Durante a pandemia, fizemos grandes investimentos no hospital para o enfrentamento à covid, com recursos do município e também apoio do governo estadual e da Itaipu Binacional. Com essa estrutura, agora, podemos realizar serviços de alta complexidade e aumentar os atendimentos, mas para isso é preciso um maior apoio, pois os custos são altos”, disse o prefeito Chico Brasileiro (PSD) ao receber prefeitos e gestores de saúde das cidades do extremo-oeste.

Estrutura

Segundo Rosa Jeronymo, a decisão mais acertada neste período é a da opção pela reestruturação do SUS. O atendimento foi ampliado com novas alas e leitos que podem ser usados mesmo após a pandemia. No início da pandemia, eram apenas 17 leitos de UTI-covid.

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Desde março de 2020, o hospital teve quatro ampliações: em maio, recebeu a unidade de terapia em doenças infecciosas com 12 leitos; em julho, a unidade de cuidados especiais com 21 leitos; em setembro, o pronto-socorro respiratório, com 12 leitos e quatro salas de emergência.

“Estamos falando de uma região que é extremamente importante para todo o Estado, e que merece uma maior atenção em relação à saúde. Por isso, esta proposta de dialogarmos e pensar no que pode ser para assegurar a assistência em saúde de qualidade para os nossos municípios”, afirmou Rosa Maria Jeronymo.

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Apoio

A prefeita de Santa Terezinha de Itaipu, Karla Galende (PSDB), considera a proposta de regionalização do hospital como “excelente”. “Um hospital regional reforça a assistência de saúde de toda uma região, trazendo para mais próximo do usuário do SUS tratamentos clínicos e cirúrgicos de média e alta complexidade”, disse.

“Concordo (com a proposta de regionalização). Porque vai beneficiar em muito à região da 9a. regional de saúde”, disse o prefeito Maximino Pietrobon (Podemos), prefeito de Matelândia. As nove cidades da região têm 390 mil habitantes. Segundo a prefeitura de Foz, o impacto de atendimento pode chegar até um milhão de pessoas, pois além dos brasileiros e paraguaios do lado de lá da fronteira, os dados dos números de habitantes são do censo de 2010.

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Estudos

“Quanto à possibilidade de transformar o hospital municipal de Foz em regional, carece de mais estudos, pois a demanda do município não é pequena, podendo não suportar a demanda regional”, completa.

A prefeita de Itaipulândia, Cleide Inês Griebeler Prates (MDB), disse que todas as cidades da região apoiam a proposta. “Com certeza apoiamos e defendemos essa causa”. Os prefeitos trabalham agora junto aos deputados na Assembleia Legislativa e ao Governo do Estado para mostrar a importância de um hospital regional no extremo-oeste. 

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“Todos as cidades do extremo-oeste dependem do hospital municipal. É importante lembrar que todos os traumas da região são atendidos no hospital municipal. Os prefeitos se comprometeram em fazer este movimento. Este é o objetivo, fazer com que os gestores pudessem conhecer todas as pactuações que são feitas e mostrar a estrutura para ter esta compreensão e trabalhar juntos”, disse Rosa Jeronymo.