Plano Estadual da Mulher norteia políticas e reforça ações do Estado

O Paraná conta com o Plano Estadual da Mulher que norteia as políticas públicas de promoção dos direitos da população feminina para os próximos quatro anos (2018-2021) e foi apresentado nesta segunda-feira, 17, para 100 prefeitos pela governadora Cida Borghetti.

Cida também anunciou a implantação, em oito municípios, do cofinanciamento para o acolhimento de mulheres em situação de violência. Na mesma solenidade, foi confirmada uma série de medidas voltadas à primeira infância, às crianças e adolescentes e aos idosos. Confira Aqui.

A governadora reforçou que o plano estadual e o cofinaciamento reforçam o compromisso do governo com o planejamento e a atuação integrada para garantir os direitos das mulheres. “São ações necessárias que asseguram o fortalecimento das politicas públicas e o atendimento com qualidade às mulheres”, disse ela. “Precisamos olhar por todas as pessoas que precisam de apoio do Estado, independente se vivem nas pequenas ou grandes cidades”, reforçou a governadora.

BASE DE DADOS – A versão online do Plano Estadual da Mulher está disponível no site Secretaria da Família e Desenvolvimento Social. O documento foi elaborado pela Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social, em conjunto com as demais secretarias, Ministério Público, Tribunal de Justiça e com a sociedade civil e ficou disponível para consulta pública. “Foi fruto de um trabalho em conjunto feito por vários atores”, disse a secretária da Família e Desenvolvimento Social, Nádia Moura.

O Plano Estadual, afirmou Nádia, é referência para a compreensão da situação das mulheres no Paraná, já que traz informações de diversas bases de dados, que permitem compreender questões de saúde, violência e acesso a direitos. “De posse dele, os municípios também poderão formular suas próprias políticas públicas”, afirmou.

Para o superintendente da Política de Garantias de Direitos da Secretaria da Família, Leandro Meller, com base no plano será possível reforçar ainda mais as ações já realizadas pelo Estado. “Algumas das ações práticas, por exemplo, são qualificação profissional para as mulheres, inserção no mercado de trabalho, enfrentamento de violência e acolhimento”, disse.

ACOLHIMENTO – O cofinanciamento é um repasse mensal a oito municípios paranaenses para financiar o acolhimento provisório de mulheres, acompanhadas ou não de seus filhos, em situação de risco de morte ou ameaças em razão da violência doméstica e familiar. Os municípios contemplados são Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Irati, Londrina, Ponta Grossa, Rio Negro e São José dos Pinhais. Juntos, eles vão receber R$ 350 mil ao longo do ano.

A presidente da Fundação de Ação Social de Curitiba, Elenice Malzoni, disse que o recurso vai colaborar com as ações que já vêm sendo desenvolvidas pela prefeitura da capital. “Com os recursos, além de fazermos os atendimentos das mulheres de Curitiba, também poderemos atender outras que vêm da Região Metropolitana de Curitiba e de outras cidades do Paraná”, disse ela.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli; o secretário da Fazenda, Luiz Antônio Bovo; o representante do Fundo de População das Nações Unidas para o Brasil, Paola Bello, E prefeitos de municípios atendidos.

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Paraná confirma participação nas comemorações dos 200 anos de nascimento de Anita Garibaldi

A Associação Giuseppe Garibaldi confirmou nesta segunda-feira (04) a participação do Paraná nas ações de comemoração dos 200 anos de nascimento da heroína Anita Garibaldi, que ocorrerão em 2021 na Itália, no Uruguai e no Brasil.

O convite oficial aconteceu na sede da associação, em Curitiba, durante palestra do diretor do Instituto Cultural Anita Garibaldi, Adílcio Cadorin. O Instituto é um dos organizadores das comemorações no país.

A presidente da Garibaldi, Cida Borghetti, que recentemente esteve em Santa Catarina participando de eventos semelhantes em Florianópolis e Laguna, agradeceu o convite e garantiu uma participação comprometida da Associação e da diretoria da entidade.

“Anita é uma mulher reconhecida pelas suas bravuras aqui no Brasil e na Itália. Por onde passou deixou uma marca importante. Estamos honrados com o convite e estamos dispostos a colaborar com este belo e importante projeto”.

Cida também agradeceu a palestra realizada por Cadorin que fez um resgate histórico e narrou diversas curiosidades da vida Anita Garibaldi. “Uma história que merece ser contada. Uma homenagem a Anita Garibaldi e a todas as famílias de descendentes italianos que vivem aqui no sul do país”, acrescentou.

Rosa

O cônsul-geral da Itália no Paraná e Santa Catarina, Rafaelle Festa, que também é um dos idealizadores do projeto, agradeceu o envolvimento da Associação Giuseppe Garibaldi.

“Resolvemos começar desde agora a celebrar o aniversário desta heroína. Graças ao envolvimento de todos, conseguimos uma parceria com a Itália e vamos recuperar a memória e ligação histórica com Anita Garibaldi”.

De acordo com o cônsul, as festividades de 2021 começarão com um gesto simbólico que se chama uma ‘Rosa para Anita’. Rosa para Anita é uma  iniciativa do Museu e Biblioteca Renzi, de San Giovanni in Galilea.

Foi desenvolvida uma muda híbrida de rosa batizada de “Anita Garibaldi”, a planta foi doada Instituto Técnico Garibaldi-Da Vinci, de Cesena. No Brasil a muda está sendo cultivada no laboratório da Unisul em Santa Catarina.

“Uma semente será trazida aqui para o Brasil e ficará no Jardim da Associação Garibaldi. Um gesto simbólico do espírito da liberdade e democracia”.

Curitiba

De acordo com o assessor de relações internacionais da orefeitura de Curitiba, Rodolpho Zannin Feijó, o Palácio Garibaldi o evento vem reforçar a importância e a relevância da comunidade italiana na vida cultural, histórica e política de Curitiba e do Brasil.

“A prefeitura de Curitiba apoia este evento, apoia essa iniciativa e se coloca à disposição também para levar adiante e plantar a semente da “Rosa pela Anita” e multiplicar todos os seus ideais de justiça e igualdade social na cidade de Curitiba”.

Palestra

“Dois Mundos e Uma Rosa para Anita” foi o projeto apresentado por Aldício Cadorin, um dos grandes estudiosos de Anita Garibaldi.

Cadorin detalhou diversos episódios da vida e da obra daquela que é chamada de heroína dos dois mundos por sua participação em batalhas históricas no Brasil e na Itália.

“Este grande projeto vai envolver quatro países e agora também conta com a presença do Paraná. Há muita boa vontade de toda a equipe do Palácio Garibaldi. Uma grande responsabilidade”, afirmou o palestrante.

Cadorin falou também dos sete sepultamentos da ilustre catarinense, com a projeção de imagens originais.

Presenças

Estiveram também presentes o vice-presidente da Câmara de Comércio França-Brasil, Alain Tissier, e diretores e sócios da Associação Giuseppe Garibaldi.

Outubro Rosa: Palácio Garibaldi sedia evento para arrecadar recursos ao HC

Com objetivo de conscientizar sobre o câncer de mama e arrecadar recursos para o Hospital das Clínicas (HC), o Palácio Garibaldi recebe no domingo (20) o evento “Tecendo Solidariedade – artesanato e cultura”.

Das 10h às 15h, os jardins e salões do centenário palácio, localizado  no centro histórico de Curitiba, receberão um bazar do projeto “Tecendo Solidariedade”, apresentações culturais e palestras sobre os hábitos que podem afastar os riscos do câncer de mama.

Serão colocadas à venda peças produzidas por voluntárias com a participação de pacientes do Centro de Mama do HC. Toda a renda será doada aos Amigos do HC.

“É uma satisfação para a direção da Sociedade Giuseppe Garibaldi receber esse evento beneficente. A boa informação aliada com a prevenção são ferramentas essenciais para o combate à doença”, afirma a presidente da entidade, Cida Borghetti.

Cida Borghetti é uma das principais referências no país em ações de combate ao câncer de mama. Quando deputada federal articulou os recursos para a aquisição de quatro Centros de Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Mama, um deles está instalado no HC.

PROJETO – O “Tecendo Solidariedade” foi idealizado e criado pela médica radiologista do HC, dra Maria Helena Louveira, que utiliza o valor terapêutico do artesanato para reduzir sentimentos como medo, solidão e angústia de pacientes e acompanhantes.

“Pensamos em oferecer a essas mulheres a oportunidade de aprender e de colocar na sua prática diária pequenas atividades com crochê. Ensinamos, incentivamos, orientamos e, finalmente, demos vida as peças produzidas por elas em peças de artesanato, como almofadas e mantas”, explica Louveira.

“Os relatos das pacientes surpreenderam: muitas melhoraram a qualidade sono, ficaram mais calmas e aceitaram melhor a doença e o tratamento. Também houve melhora no ambiente da recepção. Elas passaram a se comunicar entre elas e a criar vínculos de amizade, já que tinham um assunto em comum: o artesanato”, acrescenta.