Piso do professor de Foz do Iguaçu vai para R$ 4 mil

O prefeito Chico Brasileiro (PSD) encaminha até esta quinta-feira, 13, à Câmara de Vereadores os dois projetos de lei que preveem o abono de R$ 1.810,30 aos 2.617 servidores da educação e que garantem o piso salarial de R$ 4 mil para 40 horas aos professores da rede municipal de ensino de Foz do Iguaçu. O presidente do legislativo, Ney Patrício (PSD), vai convocar as sessões extraordinárias a partir de segunda-feira, 17, e espera votar a matéria ainda em janeiro.

“Garantimos o abono aos servidores da educação, não só aos professores, porque temos uma previsão de aumento para este ano de receita da educação. Queremos pagar o abono, o novo piso aos professores e o aumento aos a todos os servidores municipais ainda neste mês de janeiro”, disse Chico Brasileiro.

Na segunda-feira, a primeira matéria que será votada pelos vereadores será a do aumento de 8,35% nos salários dos mais de seis mil servidores municipais. A proposta tramita na Câmara Municipal desde dezembro.

Piso – Hoje, o piso inicial aos professores está na casa de R$ 1,5 mil para 20 horas e será reajustado para R$ 2 mil. Aos professores que trabalham 40 horas, o piso vai subir para R$ 4 mil. Brasileiro antecipou o aumento mesmo antes da definição do piso nacional, o que deve acontecer nos próximos dias, e que deve ser adotado pelas prefeituras que recebem recursos do Fundeb.

Entre o abono e o novo piso, a prefeitura espera um impacto de R$ 9 milhões no orçamento. O pagamento de duas referências (reajuste de 6% que será incorporado ao salário da categoria) será a partir do mês de março. As referências terão um R$ 8,3 milhões ao ano. “Isso está sendo possível porque temos um conjunto de previsão orçamentária  2022 e estamos trabalhando  com muita responsabilidade, então não foi atendido tudo que foi solicitado, mas uma grande parte foi atendido dentro da responsabilidade fiscal e dentro do equilíbrio que o município deve manter”, disse o prefeito,

Com os novos reajustes, os professores municipais de Foz do Iguaçu passam a ter o terceiro maior piso para 40 horas entre as 399 cidades do Paraná – fica atrás apenas de Araucária (R$ 4.830,62) e São José dos Pinhais (R$ 4.470, 94) –  e o quarto maior no padrão de 20 horas. Na frente estão Araucária (R$ 2.415,31), São José dos Pinhais (R$ 2.235,47) e Pinhais (R$ 2.179,47).

Ar-condicionado- A educação é tratada com muita atenção por Chico Brasileiro. As salas das 50 escolas e 42 cmeis (centros de educação infantil) tem aparelhos de ar-condicionado. A prefeitura reformou, ampliou e construiu novas escolas e centros de educação. A proposta de Brasileiro será equiparar o número de cmeis ao das escolas até o final do seu governo.

Os 27 mil estudantes estão recebendo um auxílio, de R$ 80 e R$ 180, para compra de material escolar nas papelarias e lojas do setor em Foz do Iguaçu. Chico Brasileiro adianta que a prefeitura também vai fornecer um cartão-leitura para aquisição de livros pelos estudantes e deve ampliar ainda este ano o ensino integral e a escola bilíngue. “Teremos o ensino da língua inglesa a partir do quarto ano do ensino fundamental. Em seguida, partiremos para o espanhol”, disse.

“Este projeto da escola bilíngue – espanhol e inglês – está no plano municipal da educação. O que estamos fazendo agora é a contínua estruturação na área – com a construção, reconstrução, reforma e ampliação de escolas e centros de educação infantil – para a eficiência da proposta pedagógica do plano municipal de educação”, completou.

Nas reuniões em cinco regiões do Orçamento Participativo para este ano, das 32 obras elencadas pelos moradores que demandarão investimentos de R$ 50 milhões, 22 são de construção e melhorias nas unidades de ensino.

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Com alta de 10% até novembro, indústria paranaense foi a quarta que mais cresceu em 2021

A indústria paranaense está entre as que mais cresceram no País no período de retomada econômica da vacinação contra a Covid-19, com avanço de 10% entre janeiro e novembro do ano passado, na comparação com o mesmo período de 2020. O Estado ocupa a quarta posição entre as 15 localidades avaliadas pela Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A média nacional de crescimento no período foi de 4,7%, com resultados positivos em nove locais.

No acumulado de 12 meses, entre dezembro de 2020 e novembro de 2021, o Paraná tem também o quarto melhor resultado do Brasil na produção industrial, com avanço de 10,6% ante os 12 meses anteriores. Os mesmos estados lideram nos dois recortes, com o Paraná atrás apenas de Santa Catarina, que teve alta de 12,4% até novembro e de 12,8% em 12 meses; do Rio Grande do Sul (11,2% e 11,8%, respectivamente); e Minas Gerais (10,9% e 11,4%).

“Os resultados do IBGE mostram mais uma vez a força da indústria paranaense, que supera todos desafios do último ano”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Com todos os anúncios que tivemos no ano passado de novos empreendimentos se instalando no Paraná, não tenho dúvidas que a produção de 2021 foi um marco. Também indica boa expectativa para 2022”.

Os números se mantiveram em alta mesmo com uma pequena redução na produção paranaense em novembro, que de 0,7% com relação ao mês anterior e de 1,9% na comparação com novembro de 2020.

A queda no final do ano foi observada em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE, com variação negativa da indústria nacional de 0,2% com relação a outubro, e está ligada aos efeitos da pandemia mundial, que provocou o desabastecimento de alguns insumos, encareceu o custo da produção, além dos juros em alta e da demanda em baixa, impactada pela inflação.

SETORES – No acumulado de 2021, o destaque foi para a fabricação de máquinas e equipamentos, que avançou 54,6% ante os 11 primeiros meses do ano anterior. Boa recuperação também na indústria automotiva, que cresceu 30,4% no período, e na fabricação de produtos de madeira, que subiu 26%.

Na sequência, tiveram variação positiva os setores de fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (19,6%); produtos minerais não metálicos (14,1%); outros produtos químicos (8,6%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,7%); bebidas (5,3%); produtos de borracha e de material plástico (3,9%); móveis (1,2%) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,7%). Apenas dois setores apresentaram variações negativas no período: fabricação de produtos alimentícios (-5,5%); e celulose, papel e produtos de papel (-1,7%).

No acumulado de 12 meses, destaque para as indústrias de fabricação de máquinas e equipamentos (56,5%); de veículos automotores, reboques e carrocerias (29,4%); produtos de madeira (25,9%); de metal, exceto máquinas e equipamentos (22,9%); produtos minerais não metálicos (15,9%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,1%); outros produtos químicos (7,5%); produtos de borracha e de material plástico (5,2%); bebidas (4,7%); móveis (2,6%) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,5%). Novamente, apenas a fabricação de produtos alimentícios (-4,6%) e de celulose, papel e produtos de papel (-1,9%) tiveram resultado negativo.

NACIONAL –  A indústria nacional acumulou, nos 11 meses de 2021, alta de 4,7% frente ao mesmo período do ano anterior, mas ainda está distante do patamar pré-pandemia. A produção brasileira caiu 0,2% na passagem de outubro para novembro de 2021. (AEN)

Foto: José Fernando Ogura

Estado investirá R$ 67,3 milhões para construir e ampliar escolas em fevereiro

O Governo do Paraná realizará seis licitações em fevereiro para a construção de duas novas unidades escolares, duas ampliações de salas da aula e outras duas para retomada de obras paralisadas. O investimento inicial é de mais de R$ 67,3 milhões para oferecer espaços adequados para os estudantes da rede estadual de ensino.

“Essas próximas licitações, que acontecem em fevereiro, traduzem o constante esforço realizado para oferecermos a melhoria necessária na infraestrutura educacional que a sociedade paranaense merece”, ressaltou o diretor-presidente do Instituo Paranaense de Desenvolvimento Educacional – Fundepar, Marcelo Pimentel Bueno.

Uma das novas unidades é do Colégio Agrícola Estadual de Vila Progresso, em Goioerê, no Noroeste do Estado. Com uma área de 7.829,36 metros quadrados, o investimento é destinado para a construção do bloco administrativo, biblioteca, três laboratórios de informática, dois laboratórios de ciências, 20 salas de aula, banheiros, blocos para agroindústrias (vegetais, carnes, leite), refeitório, alojamentos, lavanderia, ginásio de esportes, passarela coberta, pátio descoberto e casa do zelador.

A outra será em Sengés, no Norte Pioneiro, que abrigará a nova sede da Escola Estadual Professor UNV Lauro Sangreman de Oliveira. Serão oito salas de aula, área administrativa, laboratório de informática, biblioteca, laboratório de ciências, sala de múltiplo uso, refeitório, cozinha e áreas de apoio, sanitários, depósitos, sala ambiente, quadra coberta e casa do permissionário em mais de 2,4 mil metros quadrados construídos.

A obra será licitada por Regime Diferenciado de Contratação (RDC). “A empresa vencedora da licitação ficará responsável pela elaboração dos projetos executivos e pela aprovação nos órgãos competentes, além da responsabilidade pela execução da obra. Isso faz com que o processo se torne mais ágil e ainda traga maior economia de tempo e de recursos públicos”, explicou o gerente de Engenharia e Projetos da Fundepar, Célio Watter.

AMPLIAÇÕES – O Colégio Estadual Nilo Peçanha, em Jaguariaíva, nos Campos Gerais, terá seis novas salas de aula e passarela coberta para ligação ao bloco já existente, num total de 430 metros quadrados de área construída. Também foram projetadas rampas externas para acesso ao colégio, e entre os blocos até a quadra esportiva.

No Colégio Estadual Quatro Pontes, em Quatro Pontes, no Oeste do Estado, a ampliação tem uma área aproximada de mil metros quadrados. São duas salas de aula, laboratório de informática, laboratório de ciências, biblioteca, cozinha, áreas de serviço, refeitório coberto, área administrativa, banheiros, cobertura de passarelas, sala ambiente, bem como rampas e piso tátil para garantir acessibilidade ao estabelecimento.

RETOMADAS – As obras do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) de Londrina, no Norte do Estado, e o de Maringá, no Noroeste, serão retomadas com a realização das licitações de fevereiro. As novas unidades contribuirão com o ensino técnico do Paraná. A retomada é uma determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior em finalizar todas as obras escolares que foram paralisadas em gestões anteriores.

O CEEP de Londrina pode atender até 900 estudantes, em três turnos, com a oferta de cursos técnicos necessários às demandas dos arranjos locais de produção. O projeto terá uma área construída de mais de 6,5 mil metros quadrados dividida em quatro blocos. No total serão 12 salas de aula, área administrativa, cozinha, refeitório, biblioteca, banheiros, ginásio coberto, laboratórios especiais, guarita e passarela.

A obra iniciou em 2013, mas após executar cerca de 19% do previsto em contrato, a empresa responsável abandonou em 2014. Em fevereiro de 2015, as obras foram totalmente paralisadas. Para a retomada, foram necessários a atualização de projetos e a realização de uma nova licitação.

Situação semelhante aconteceu com o CEEP de Maringá. Com uma estrutura de construção semelhante, em 2013 as obras do novo CEEP iniciaram e a empresa responsável também desistiu do serviço após executar cerca de 10% do previsto em contrato, sendo paralisada no segundo semestre de 2014.

Licitações

15/02/2020 – CE Nilo Peçanha, em Jaguariaíva – R$ 2.023.975,49

16/02/2020 – CEEP Maringá – R$ 17.014.439,86

17/02/2020 – CEEP Londrina – R$ 15.995.768,83

21/02/2020 – CAE Vila Progresso, em Goioerê – R$ 20.406.923,62

22/02/2020 – CE Quatro Pontes, em Quatro Pontes – R$ 3.473.066,05

24/02/2020 – EE Professor Lauro Sangreman de Oliveira, em Sengés – R$ 8.408.313,49