O melhor remédio contra a ômicron

Chico Brasileiro

Os prefeitos estão sendo pressionados novamente entre aqueles que defendem as medidas restritivas e os que as condenam. A questão diz respeito à nova onda da Covid-19 provocada pela variante ômicron. De antemão, vale a pergunta: qual gestor não quer o bem da sua cidade? Ouso dizer que não se encontra um, por mais ideologizado que se tornou o debate durante essa pandemia. No entanto, a ômicron se alastrou por todo o mundo e tem alta taxa de contágio, o que pode comprometer a saúde de uma parcela significativa da população e o atendimento aos casos mais graves pelo SUS.

Foz do Iguaçu, todos sabem, é um dos destinos turísticos mais procurados no Brasil e estamos em franca recuperação da nossa principal atividade econômica. Neste fim de ano, os hotéis ficaram lotados, os atrativos bateram recorde de visitação, o mesmo aconteceu na movimentação de passageiros no aeroporto e na rodoviária, e no fluxo rodoviário na BR-277, que se intensificou com a liberação das cancelas de pedágio.

Essa retomada célere, que pode ter surpreendido alguns, se deu por um esforço conjunto da gestão pública e do setor produtivo. Em Foz do Iguaçu, antecipamos uma série de medidas como os protocolos e certificados de biossegurança e, muito importante destacar, tivemos êxito na campanha de vacinação em massa. Fomos, talvez, a primeira cidade-turística brasileira a vacinar mais de 100% da população – Foz está na fronteira e ainda tem o impacto de brasileiros e paraguaios que moram no departamento paraguaio do Alto Paraná e procuram o sistema de saúde municipal brasileiro para serem atendidos e até vacinados.

Agora estamos com a chamada “terceira onda” da Covid, que é menos agressiva, com sintomas mais leves, justamente porque a maioria da população tomou a primeira e a segunda doses das vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, algumas medidas precisaram ser tomadas. Em Foz, cancelamos o carnaval, uma festa popular. Cidades como São Paulo, Salvador, Olinda, Recife e Curitiba, entre outras, fizeram o mesmo. Todas são destinos turísticos de relevância e evitar as aglomerações ainda é uma medida preventiva correta e acertada. Na capital paranaense, a tradicional e importante Oficina de Música que seria realizada na próxima semana foi suspensa.

Em Foz, estamos avaliando diariamente a evolução da doença, que até o momento está sendo assustadora. Não só nos números de casos positivos como também na busca por exames. Não vimos uma procura tão grande mesmo no pior momento da pandemia, no ano passado. Essa procura demonstra que a transmissão está sendo rápida e temos de trabalhar fortemente na proteção das pessoas.

E a melhor proteção é a vacinação. Temos de ampliar cada vez mais o número de pessoas vacinadas, protegidas com a segunda dose e a dose de reforço. Estamos trabalhando na busca ativa e em alternativas para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose, a dose de reforço ou até quem ainda não tomou nem a primeira dose.

Como disse, um gestor não quer adotar restrições. Eu tenho recebido ligações de pessoas que defendem essas políticas para não colapsar a cidade. Porém, o comportamento da doença, nesta variante, está sendo diferente das outras e por isso não podemos tomar as mesmas medidas das vezes anteriores. O nosso sistema hospitalar, que se estruturou ainda mais durante a pandemia, não está com alto índice de internamento e ocupação de UTIs.

Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos

Mesmo assim, eu faço um alerta. Tivemos um óbito de uma pessoa de 36 anos que não se vacinou e, pelo que acompanho, esse é um fator determinante nos casos que exigem internação e cuidados extremos em outras cidades brasileiras. Não é possível que as pessoas continuem acreditando que a vacina não serve para nada. Não se trata de questão religiosa ou ideológica, a vacina é uma questão de saúde, de proteção dos cidadãos.

Temos de reforçar que a vacina, não importa o laboratório ou país de origem, é de boa qualidade, de eficácia comprovada e não faz mal algum. Pelo contrário, quem não tomou a vacina está se colocando em grande risco e colocando em risco sua família, amigos e colegas de trabalho. Além disso, todos os cuidados como o uso de máscara, a higiene das mãos e evitar, quando possível, as aglomerações, ainda são fundamentais. Já vencemos a maioria das batalhas, mas precisamos do apoio e de ação de todos para vencer essa guerra.

Chico Brasileiro, dentista e servidor público municipal, é prefeito de Foz do Iguaçu.

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-melhor-remedio-contra-a-omicron/

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Novo diretor-geral brasileiro da Itaipu será o Almirante Antalício Risden Junior

O Ministério de Minas e Energia confirmou, ainda nesta terça-feira (25), a indicação do Almirante Anatalício Risden Junior para o cargo de diretor-geral brasileiro de Itaipu, em substituição ao general João Francisco Ferreira, que pediu demissão.

A informação foi confirmada à imprensa pelo ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque. O almirante Risden ocupa atualmente o cargo de diretor financeiro executivo da binacional

“Já iniciamos o processo, que leva mais ou menos duas semanas”, explicou o ministro a Agência iNFRA . Ferreira permanecerá no cargo até que haja a formalização de sua saída e a designação de seu substituto no Diário Oficial da União.

Boas vindas

A ex-governadora Cida Borghetti, lembrada para o cargo, usou as redes sociais para comentar a mudança. “Desejo muito sucesso ao novo diretor-geral da Itaipu Binacional, Almirante Anatalício Risden Júnior”.

“Gestor competente, tenho certeza que dará continuidade ao excelente trabalho do seu antecessor, o general João Francisco Ferreira”.

“Como conselheira da Itaipu, deixo o meu reconhecimento e a minha confiança na condução dessa gigante mundial da geração de energia”, concluiu Cida Borghetti.

 

Romanelli homenageia presidente do BRDE e destaca apoio ao desenvolvimento do Paraná

O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB) entregou nesta terça-feira (25) uma menção honrosa da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ao advogado Wilson Bley Lipski, paranaense e presidente do Banco Regional de  Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). “Aprovamos esta homenagem em reconhecimento ao trabalho realizado pelo Lipski em favor do desenvolvimento do Paraná”, destacou Romanelli.

Para o deputado, o BRDE é de extrema importância ao fomento econômico do Paraná, com linhas de financiamentos acessíveis ao setor privado, cooperativas e também com novas possibilidades de crédito para ajudar os municípios. “Nos últimos anos o banco ficou mais próximo da sociedade”.

Romanelli lembrou ainda que Wilson Bley Lipski foi superintendente do Paranacidade e realizou um grande trabalho junto aos municípios paranaenses. “É um profissional muito operacional e que vem dando um novo ritmo ao BRDE. Essa menção honrosa é um reconhecimento merecido a este paranaense que orgulha o nosso estado na presidência do banco regional”.

Balanço – A entrega da homenagem aconteceu na sede do banco em Curitiba e durante o encontro Lipski fez um balanço das atividades na instituição desde 2019, quando assumiu a diretoria do Paraná, e falou dos desafios como presidente, cargo que ocupa desde o final do ano passado. Segundo ele, a meta é tornar o BRDE o maior banco de desenvolvimento regional do Brasil.

De acordo com Wilson Bley, um dos desafios é aumentar a carteira de crédito aos municípios dentro da visão de geração de emprego e renda. Em 2021, os setores de comércio e serviços representaram 32,5% dos contratos firmados pelo BRDE no Paraná, enquanto a agropecuária atingiu 29,5%; a indústria 20,7%; e a infraestrutura 17,2%.

No ano passado, o Banco Regional de  Desenvolvimento do Extremo Sul liberou R$ 1,4 bilhão em créditos para investimentos no Paraná, com aumento de 15% em relação a 2020. O valor representa um terço de todas as operações realizadas pelo BRDE no ano passado. Foram contratados R$ 4,14 bilhões em financiamentos, somando todas as agências do banco no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.