O deputado estadual Élio Rusch, que assume em breve a presidência estadual do DEM, se superou nas desculpas para faltar a uma sessão da Assembleia Legislativa do Paraná.
Rusch informou à Mesa Diretora que não foi porque era o paraninfo de uma turma da Polícia Civil.
“Mas, espera aí. Ser paraninfo de turma é atribuição de deputado? Ou nós o pagamos para estar nas sessões em que são feitas as leis? Em que se discuite o estado?”.
O questionamento é do jornalista Rogério Galindo, do blog Caixa Zero da Gazeta do Povo, ao analisar levantamento do repórter Chico Marés do mesmo jornal, constatando que os parlamentares do paraná faltam, em média, a 10% das sessões plenária.
Leia a seguir a íntegra da nota:
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Falte 10% de seus dias de trabalho para ver
Levantamento do repórter Chico Marés publicado hoje na Gazeta do Povo mostra que os deputados estaduais faltam, em média, a 10% das sessões plenárias no Paraná.
Claro, na maior parte dos casos não recebem descontos em seu salário. Porque apresentam justificativas ótimas para não ir fazer o seu trabalho.
O deputado Élio Rusch, por exemplo, que em breve assumirá a presidência do DEM estadual, diz que faltou em um dos dias porque precisava ser paraninfo de uma turma da Polícia Civil.
Mas, espera aí. Ser paraninfo de turma é atribuição de deputado? Ou nós o pagamos para estar nas sessões em que são feitas as leis? Em que se discuite o estado?
Os deputados geralmente se saem com enrolações desse tipo: que o trabalho em plenário é só uma parte do que fazem.
Ok. É verdade. Mas é a parte principal.
E, mesmo que não fosse. É regra que eles estejam lá nesse horário. Marquem o resto para outra hora, como qualquer trabalhador faz.
Ou você acha que se um trabalhador comum faltasse 10% dos dias e só se dignasse a apresentar esse tipo de justificativa continuaria com o emprego?
Tente convencer o seu patrão: “O que eu faço quando estou aqui dentro é só uma pequena parcela do que faço como seu funcionário…”
Será que cola?
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