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Moraes afasta Marcus Vinícius Neskau da presidência do PTB

Moraes afasta Marcus Vinícius Neskau da presidência do PTB

Por uso indevido do fundo partidário junto de Roberto Jefferson, Alexandre de Moraes afastou por 180 dias o presidente do PTB, Marcus Vinícius Neskau

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o afastamento por 180 dias do atual presidente do PTB, o deputado Marcus Vinícius de Vasconcellos Ferreira, conhecido como Marcos Vinícius “Neskau”, do comando da sigla. Em decisão monocrática publicada na noite desta terça-feira (29/3), o magistrado citou o contato do parlamentar com o ex-deputado Roberto Jefferson que estariam influenciando decisões partidárias.

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Segundo Moraes, há indícios de que parte do valor devido ao fundo partidário do PTB estaria sendo usada para financiar a disseminação de ataques às instituições democráticas, por Neskau, sob influência do ex-presidente do partido, Roberto Jefferson.

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“A documentação juntada aos autos indica a possibilidade de manutenção da utilização de parte do montante devido ao fundo partidário do PTB para financiar, indevidamente, a disseminação de seus ataques às instituições democráticas e à própria Democracia, em continuidade às condutas ilícitas perpetradas por ROBERTO JEFFERSON MONTEIRO FRANCISCO, investigadas no âmbito destes autos, e objeto de denúncia nos autos da Pet 9.844/DF, também de minha relatoria”, escreveu o magistrado.

Na decisão desta terça, Moraes também determinou que a Polícia Federal ouça Jefferson e Neskau, no prazo de 15 dias. O deputado assumiu o partido em fevereiro em meio a uma crise no partido. Os filiados travaram uma guerra interna e estavam divididos entre o grupo de pró Roberto Jefferson e o da então presidente Graciela Nienov.

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“Havendo indicadores de utilização de dinheiro público por parte do presidente de um partido político (no caso, o PTB) para fins meramente ilícitos (financiamento de publicação e disseminação em massa de ataques escancarados e reiterados às instituições democráticas e ao próprio Estado Democrático de Direito), em continuidade às condutas de ROBERTO JEFFERSON MONTEIRO FRANCISCO, já denunciadas e investigadas, a questão escapa da órbita eleitoral e adentra na seara penal, deixando de ser uma medida unicamente interna corporis e que traria reflexos apenas no processo eleitoral”, disse o ministro.