‘Lula se afirma na negativa de Bolsonaro, é o fascismo ou eu’, diz Ciro Gomes

Possível candidato de terceira via para as eleições de 2022, o ex-governador do Ceará afirma que “não existiria bolsonarismo boçal” se não fosse o Partidos dos Trabalhadores e a gestão do ex-presidente Lula.

Em entrevista para o portal UOL, o ex-governador Ciro Gomes (PDT), disse que falta união no campo político para derrotar o presidente, Jair Bolsonaro, nas próximas eleições.

Segundo a mídia, após as manifestações de ontem (7), o candidato à Presidência nas eleições de 2022 ligou para vários colegas, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, mas não para o ex-presidente, Luis Inácio Lula da Silva (PT).

“Na minha opinião, o Lula e o PT não querem impedimento do Bolsonaro. Lula se afirma na negativa de Bolsonaro, é o fascismo ou eu”, declarou.

Ainda no âmbito do Partido dos Trabalhadores, Ciro fez uma provocação e disse que sem a gestão do PT e de Lula, não haveria “bolsonarismo boçal”.

Milhares de brasileiros ouvem o presidente Jair Bolsonaro falar em ato no Dia da Independência em Brasília

“Existiria isso no Brasil sem o PT? Não existiria bolsonarismo boçal sem a contradição do Lula e do PT.”

De acordo com a mídia, para o ex-governador, o que existe agora é o “8 de setembro”. Desde ontem (7), Ciro está tentando fazer apelo para defender a democracia e proteção do Judiciário, “que não pode ficar nessa fricção”.

“Uma parte importante da esquerda, não é problema só no Brasil, refugiou-se em uma causa nobre identitária que colide frontalmente com a moral dominante e a religiosidade, que Bolsonaro explora de forma desonesta e profissional”, declarou.

Em sua visão, os atos foram grandes, “mas se confinaram a uma bolha radicalizada e extremista. Foi quase um mês de mobilização, com dinheiro público, e ainda assim ficaram aquém do que imaginavam”.

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Filipe Barros anuncia pré-candidatura ao Governo do PR

arlamentar estará em Ponta Grossa nesta quinta-feira (27), se reunindo com lideranças da direita

O deputado federal do Paraná, Filipe Barros (PSL), anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Paraná nas eleições deste ano. Ele é o quarto nome que se coloca à disposição para estar à frente do Estado. Parlamentar pela cidade de Londrina, Filipe estará em Ponta Grossa nesta quinta-feira (27), conversando com lideranças da direita – ele deve receber apoio do atual presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL).

Cumprindo seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Filipe já ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de Londrina entre 2016 e 2018. Em entrevista para um blog de política paranaense, o pré-candidato disse que tenta polarizar uma disputa com o atual governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) – que deve tentar a reeleição. “O governador quer ter palanque para Moro, Lula e Bolsonaro. Não existe isso na política. O presidente Jair Bolsonaro me questionou se eu toparia sair como candidato a governador”, explicou.

Nos bastidores, Filipe Barros tem simpatia do líder do Governo Federal na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP), que pode indicar o vice na chapa de direita. Na entrevista, ele fez críticas ao atual governador. “Um dos piores, senão o pior governo da história do Paraná. Como um rato, ele se esconde. Ele não deixou legado no Estado”, ressaltou.

Apesar do anúncio, Filipe também chamou a atenção quando se colocou como candidato à Prefeitura de Londrina em 2020. Na ocasião, acabou recuando da decisão. O pré-candidato bolsonarista ao Governo do Estado também disse que deixará o Partido Social Liberal (PSL) – futuro União Brasil, com a junção com o Democratas. O União Brasil tem se aproximado do pré-candidato à presidência da República, Sergio Moro (Podemos).

Outros candidatos

Além de Filipe Barros, os outros nomes que devem concorrer para governador do Paraná são: Ratinho Junior (PSD), Cesar Silvestri Filho (PSDB) e Roberto Requião (sem partido).

Romanelli apoia ação do PSB em favor da vacina contra a covid

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) destacou nesta terça-feira, 25, a ação do seu partido que recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para anular a recente nota técnica do Ministério da Saúde para o uso de hidroxicloroquina contra a covid-19. O documento também desqualifica o potencial das vacinas para combater a doença.

“Está comprovado que as vacinas salvam vidas. Milhares de pessoas poderiam estar aqui entre nós hoje se a vacinação tivesse sido iniciada no tempo certo. Mas tem gênios no governo federal que não querem enxergar este fato. Chega a ser ridículo”, afirma Romanelli. “Não há evidência de que cloroquina e hidroxocloroquina tenham efeito sobre a doença”.

O PSB protocolou um pedido de liminar para a suspensão da nota técnica, sustentando que o medicamento é comprovadamente ineficaz, que a orientação do Ministério da Saúde desconsidera uma série de atos legais e infralegais e que a política de vacinação deve ser priorizada para combater a pandemia.

Investigação – O partido também pediu a suspensão dos efeitos de outras duas portarias e solicitou que o STF abra uma investigação administrativa e cível contra Hélio Angotti Neto, que assina o recente documento do Ministério da Saúde.

Na petição enviada ao Supremo, o PSB defende uma nova análise das Diretrizes Brasileiras para Tratamento Medicamentoso Ambulatorial do Paciente com Covid-19, formuladas pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), “com amparo em critérios estritamente técnicos”.