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Hospital municipal continua 100% SUS, diz Chico Brasileiro

Hospital municipal continua 100% SUS, diz Chico Brasileiro

Chico Brasileiro reforçou que o Hospital Municipal Padre Germano Lack continua com atendimento integral pelo SUS

O prefeito Chico Brasileiro (PSD) reforçou neste sábado, 19, o atendimento integral pelo SUS (Sistema Único de Saúde) do Hospital Municipal Padre Germano Lauck. “A população pode ficar tranquila. O hospital continua prestando os serviços de saúde pelo SUS aos moradores de Foz do Iguaçu e região”, disse Brasileiro que destacou ainda a transparência de como são aplicados os recursos para despesas de custeio.

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Chico Brasileiro pontuou algumas das questões levantadas nos questionamentos do Ministério Público e do sindicato das categorias da saúde e sugeriu que a própria fundação de saúde esclareça o quanto recebe e quais são os gastos com despesas de custeio em audiência que pode ser realizada na Câmara de Vereadores.

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Brasileiro ainda historiou todo o processo de formação da fundação que hoje administra o hospital municipal. A fundação foi criada em 2013 , com personalidade jurídica própria, para cuidar da gestão da estrutura de saúde. “A fundação faz compras e pagamentos e, com a prefeitura, tem um contrato que inclui números de cirurgias, de atendimentos, de UTIs, ou seja, um conjunto de serviços”.

Custeio

Parte dos recursos repassados para a gestão do hospital municipal são recebidos pela prefeitura dos governos federal e estadual, através da Secretaria Estadual de Saúde, que somam pouco mais de R$ 4,5 milhões. “O restante dos recursos recebidos são para os diversos serviços que são prestados ao município”, disse.

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O custo médio estimado de cada atendimento no hospital municipal é de R$ 12 mil. O repasse dos governos estadual e federal custeia cerca de 45% desse valor – os outros R$ 6,5 mil são custeados pela prefeitura de Foz. A previsão orçamentária de custeio do hospital para o ano de 2022 é de R$ 120 milhões, dos quais R$ 55 milhões deverão ser de repasses estaduais e federais.

“O contrato que a Prefeitura tem é de R$ 10 milhões por mês (R$ 120 milhões por ano), ou seja , só aí já tem um desequilíbrio de R$ 5,5 milhões que a prefeitura tem que bancar todos os meses”, detalhou.

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Despesas

Durante a pandemia, o setor enfrentou a maior crise da saúde pública dos últimos 100 anos no mundo. “Não foi só em Foz do Iguaçu. É claro que o hospital que comprava uma caixa de luva a R$ 12, passou a comprar a R$ 80, R$ 60, R$ 50. O que gastava num número x de avental, passou a gastar três, quatro, cinco vezes mais porque as pessoas têm que trocar toda hora. Muitos medicamentos custam agora cinco a seis vezes mais”.

Infelizmente, asseverou Brasileiro, a pandemia elevou os preços da área da saúde que resultou no desequilíbrio entre o que foi contratado pelo Município e os custos de despesas. “Além disso, para cada paciente atendido na pandemia, o Município recebia R$ 1,6 mil do Ministério da Saúde por leito de UTIs. Agora eu pergunto, quanto custa a diária de uma JUTI num hospital particular?”, questionou.

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“Num hospital público, quem paga esta conta? O Hospital Municipal aumentou o número de leitos para atender as pessoas. É essa a nossa responsabilidade, de um governo de prestar atenção à vida em primeiro lugar. A conta, a gente tem que buscar e resolver”.

Vidas salvas

Brasileiro atentou que as contas do hospital não entram na contabilidade da prefeitura. “Isto é prestado contas de forma separada porque é outra instituição. É claro que ficou uma dívida do hospital, porque o dinheiro que se entrava, mesmo o município aportando mais recursos, não era o suficiente para cobrir toda aquela demanda.Teve dias de o hospital ter 130 pessoas entubadas!”.

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“A grande maioria das pessoas internadas foram salvas, o hospital municipal salvou muita gente. Mesmo assim o hospital segue funcionando. Por isso, vou pedir que o conselho do Hospital que realize uma audiência pública na câmara dos vereadores, com representantes de toda sociedade e esclareça todos os detalhes da atividade do hospital”