Gleisi/PT ataca reforma da previdência e diz que Bolsonaro não tem condições de ser presidente

Comentando os primeiros 60 dias do governo Jair Bolsonaro (PSL), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou a proposta de reforma da Previdência. Para Gleisi, “é um crime mexer no regime geral de Previdência Social”.

A deputada, líder do principal partido de oposição – o PT tem uma bancada de 54 deputados, mesmo tamanho do PSL de Bolsonaro – ainda disse ser refratária a qualquer proposta de reforma previdenciária e descartou a possibilidade do partido apresentar um texto substitutivo ao do governo, conforme noticiado nesta quarta-feira pela Folha de S. Paulo. A fala da líder petista foi feita durante transmissão ao vivo na página do PT no Facebook

Citando o ex-presidente Lula, que está preso por corrupção e lavagem de dinheiro, Gleisi defendeu que “a melhor reforma da Previdência é ter emprego e salário digno”, o que faria, segundo ela, que uma necessidade de reforma se dissipasse. “O Bolsonaro não deve ter lido essa proposta”, disse Gleisi, citando o trecho que propõe que o Benefício de Prestação Continuada (BCP), atualmente em um salário mínimo, seja reduzido para R$ 400,00, valor de “um jantar” de políticos em Brasília, segundo ela.

“Somos contra o aumento da idade mínima para mulheres, somos contra os 40 anos de contribuição para se aposentar com integralidade”, explicou a petista. Na sequência, no entanto, se disse aberta a “discutir a revisão dos privilégios dos grandes salários públicos, como juízes, promotores, procuradores, esse povo da Receita”. Gleisi ainda cobrou do governo o envio da proposta de reforma dos militares e endossou ideia do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) que defendeu que o governo apresente as condições de aposentadoria dos militares e as estenda para o resto da população.

A presidente do PT ainda disse que não consegue destacar nenhum aspecto que julgue positivo na gestão de Jair Bolsonaro. “O governo é horrível. Não tem nenhum ato que seja positivo, mas negativo tem um monte”, disse Gleisi.

A deputada criticou pesadamente o presidente Bolsonaro e a agenda imposta até o momento pelo governo. Para Gleisi, Bolsonaro “não tem condições de ser presidente” por inaptidão para o cargo. “Ele não sabe de economia e não sabe das condições de vida da população brasileira”, argumentou. Apesar das críticas, a deputada disse que não está “torcendo contra”, mas que a “realidade” é que o atual governo “não tem condições” de funcionar.

http://www.broadcast.com.br/cadernos/politico/?id=clJWR1pzSTVDdWdEUDF0TlpobWtQdz09

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Batoré, ator e humorista, morre em São Paulo

Ivanildo Gomes Nogueira, o Batoré, estava com câncer. Ele fez o papel do delegado Queiroz na novela ‘Velho Chico’, da Rede Globo.

O ator e humorista Ivanildo Gomes Nogueira, de 61 anos, conhecido como Batoré, morreu nesta segunda-feira (10), em São Paulo. Ele estava com câncer.

Batoré morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pirituba, Zona Norte da capital. “As informações médicas foram repassadas à família e a Secretaria Municipal de Saúde lamenta o ocorrido”, diz nota da Prefeitura.

Ivanildo nasceu em Serra Talhada, em Pernambuco, e se mudou para São Paulo ainda criança. Antes de se tornar ator, jogou futebol nas categorias de base em times paulistas.

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Foto: reprodução

Eleições 2022: confira as regras para propaganda eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em dezembro, todas as normas que valerão para as eleições gerais de 2022, incluindo aquelas referentes à propaganda eleitoral. As informações são da Agência Brasil.

Entre as principais novidades está o endurecimento das regras relativas à produção e compartilhamento de informações sabidamente inverídicas sobre candidatos, partidos e o próprio processo eleitoral.

Tais condutas já eram vedadas e coibidas pela Justiça Eleitoral, mas a nova resolução prevê a responsabilização penal mais severa de quem espalhar desinformação.

Quem divulgar, na propaganda eleitoral ou durante a campanha, fake news sobre candidatos e partidos, por exemplo, fica agora sujeito à pena de detenção de dois meses a um ano, além de multa.

A mesma pena se aplica a quem produz, oferece ou vende vídeo com conteúdo inverídico acerca de partido ou candidato. A punição é acrescida de um terço se a conduta for praticada por meio de rádio, televisão ou redes sociais.

Pena ainda maior – de dois a quatro anos de prisão e multa de R$ 15 mil a R$ 50 mil – está prevista para quem contratar terceiros com a finalidade de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou desabonar a imagem de candidato, partido ou coligação.

A resolução ainda deixa explícito ser proibida a divulgação e compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral.

“Isso quer dizer que eventuais mentiras espalhadas intencionalmente para prejudicar os processos de votação, de apuração e totalização de votos poderão ser punidos com base em responsabilidade penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação”, alertou o TSE.

Assim como em eleições anteriores, segue também vedado o disparo em massa de comunicações via aplicativos de mensagens instantâneas, embora seja possível contratar o impulsionamento de conteúdo na internet, desde que o serviço seja contratado junto a empresas previamente cadastradas no TSE.

Showmício

Segue vedada ainda a realização, seja de forma presencial ou via transmissão pela internet, dos chamados showmícios – eventos culturais com o objetivo claro de promover candidato ou partido. Contudo, fica permitida a realização de shows e eventos com objetivo específico de arrecadar recursos de campanha, desde que não haja pedido de votos.

Essas e outras regras específicas sobre propaganda eleitoral já foram publicadas  no Diário da Justiça Eletrônico e podem ser acessadas aqui.