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Dilma vai aumentar a luz em junho

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O governo federal, por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica, vai decidir no dia 17 de junho quanto vai aumentar a tarifa da luz no Paraná. O presidente da Copel Distribuição, Vlademir Daleffe, explicou nas rádios que o aumento anual da tarifa da Copel é decidido pela Aneel, em Brasília.

“É uma inverdade que a Copel tenha feito pedido de reajuste à Aneel. Isto não aconteceu”, disse Daleffe, desmentindo o que disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ontem. “É estranho que a senadora desconheça o setor elétrico nacional. O reajuste da Copel será definido pela Aneel dia 17 de junho. Não temos ainda nenhum índice, até porque o sistema é nacional”.

Segundo Daleffe, a parcela da Copel no reajuste é de apenas 1,15%. O restante é tudo inerente ao sistema nacional, definido pela Aneel, como compra de energia, acionamento pelo governo federal de usinas térmicas, que são caras, contratos de energia de usinas fora do Paraná que não ficaram prontas e deixaram de fornecer para a Copel, e a previsão do governo federal de uso de usinas térmicas nos próximos meses por causa da falta de chuvas.

Nos últimos anos, o governo federal não construiu hidrelétricas com reservatórios grandes, agora a falta de chuvas obriga o governo federal a acionar usinas térmicas.

Daleffe explicou que a Copel Geração, empresa do grupo que tem usinas, não pode gerar diretamente para a Copel Distribuição, que fornece para os consumidores paranaenses. O sistema é interligado nacionalmente. Toda a energia vai para o operador nacional, que faz leilões para as distribuidoras. Ou seja, o custo da energia fornecida aos paranaenses é definido pelo sistema nacional.

Daleffe também disse que a Copel Distribuição não teve lucro no primeiro trimestre, mas sim prejuízo de R$ 14 milhões porque comprou energia muito cara do sistema nacional.

Outra inverdade dita por Gleisi, que a Copel não participou do plano de redução da tarifa no ano passado, foi desmentida pelo diretor. “A Copel renovou o contrato de transmissão, participando significativamente do plano de redução, até com uma perda de receita de R$ 178 milhões. Mas isso em benefício dos paranaenses, que tiveram uma redução de 18% na tarifa em janeiro de 2013”.