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Pragmático, Ratinho Junior defende diferenciar aliança regional da nacional

O governador Ratinho Junior (PSD), com um amplo apoio partidário para reeleição, continua passando o azeite nos aliados, diz que é preciso diferenciar a aliança regional da nacional

Em entrevista à Jovem Pan, Ratinho respondeu algumas perguntas sobre os planos para a eleição de outubro

O governador Ratinho Junior (PSD), com um amplo apoio para reeleição, continua passando o azeite nos aliados, diz que é preciso diferenciar a aliança regional da nacional, e que estuda poucas mudanças na reforma administrativa com o retorno dos deputados Márcio Nunes (PSD) e Marcel Micheletto (PL) na Assembleia Legislativa, e Ney Leprevost (PSD) e Sandro Alex para Câmara de Deputados. Há ainda a saída de secretários – como Beto Preto (Saúde) – para disputar as eleições de 3 de outubro.

“Estou avaliando agora a etapa de reestruturação da equipe. Fizemos uma mudança no início do ano na secretaria da Casa Civil que entrou o (João Carlos ) Ortega, vamos agora com alguns secretários. Possivelmente serão candidatos a deputado estadual ou federal. Também tem algumas mudanças, mas nada que venha a tirar do prumo ou do ritmo esse trabalho que estamos fazendo”, disse ao repórter Marc Sousa, na entrevista desta segunda-feira, 7, na Jovem Pan.

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Ratinho Junior se diz muito animado com o ritmo do governo, volume de obras, desburocratização e da máquina pública. “Por isso quero manter (a equipe). A gente vai agora nos próximos dias reunir a nossa equipe para começar a decidir os nomes”, disse.

Reforma

O governador disse ainda considerar a nomeação dos diretores executivos nas pastas de secretários saintes. “A avaliação é que temos uma equipe de secretários executivos muito técnica e muito boa. Eu tenho buscado ao longo do meu governo trabalhar com esses quadros técnicos. Você pega por exemplo a Copel , Sanepar, Porto de Paranaguá não tem indicação política, são todos quadros técnicos e isso tem dado uma outra dinâmica para o Estado”,

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“E estamos vendo isso pelo resultado da geração de emprego, R$ 100 bilhões de novos investimentos. Temos o anúncio da Renault e daqui uns dias, o anúncio de uma empresa de produção de ônibus, vamos ter um anúncio de uma empresa de cerâmica. Isso tudo em uma semana, quase R$ 3 bilhões de novos investimentos. Essa dinâmica realmente criou um novo ambiente para o Paraná”.

Apoio

Sobre apoio e qual candidato vai apoiar para presidente, Ratinho Junior apontou vários cenários, mas disse que precisa ser pragmático. “Eu tenho um grande relacionamento com (o presidente Jair) Bolsonaro e todo mundo sabe disso. Temos algumas obras inclusive que estamos fazendo com o governo federal. Mas eu tenho um partido que é o PSD que tem buscado construir uma candidatura. Como estamos ainda em março, as convenções são em julho, é cedo para isso

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Ratinho Junior destacou ainda que tem apoio de 44 dos 54 deputados na Assembleia Legislativa e citou o PSB, MDB e PDT. Além dos três, o governador tem apoio do PSDB, PTB, União Brasil, Cidadania, Republicanos, PL, PSC, Pros, PP, Podemos,  Patriotas e PV. “A discussão política partidária regional não pode se confundir com a nacional. A questão ideológica obviamente que respeitamos. Mas você tem que colocar também no prato a questão pragmática. Se o partido A está vindo e o partido B está apoiando o nosso projeto, é porque está dando certo. O apoio é bem vindo, sem ter os esquemas de ocupar secretaria, sem ter que fazer o toma lá dá cá. Eu não vejo nenhum problema”.

O governador disse que o Paraná tem bons nomes ao Senado e citou o atual senador Alvaro Dias (Podemos), os deputados Guto Silva (PSD), Sandro Alex (PSD) e Paulo Martins (PSC), e o secretário Beto Preto (Saúde).

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Sobre aliança de Álvaro e Moro

“Temos que diferenciar a aliança regional de uma aliança nacional. Cada estado tem as suas particularidades. As questões regionais têm que ser diferenciadas das nacionais. Mas tem o senador Álvaro Dias, importante porque já está há muitos anos representando o Paraná, temos uma nova safra, os secretários Beto Preto e Sandro Alex. Temos o deputado Paulo Martins e o ex-chefe da Casa Civil , Guto Silva”.

“Eu acho que isso é um bom problema, duro seria se o Paraná não tivesse bons nomes ou tivesse os nomes que a gente soubesse que quando chegasse lá não ia fazer um trabalho bem feito. A  aliança desse grupo de partidos foi construída pensando no futuro do Paraná e acima de tudo, tem que ser uma aliança que queira continuar a mudança”, completou.

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