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Como construir uma educação de ponta

Como construir uma educação de ponta, Chico Brasileiro

Chico Brasileiro fala sobre investimentos na educação de Foz do Iguaçu, na volta as aulas pós-pandemia

Não é por menos que a Campanha da Fraternidade da Igreja Católica neste ano tem como tema central a educação. A pandemia, como todos sabem, impactou todos os setores da sociedade e afetou por demais a educação. De forma geral, a evasão, o aprendizado, a interação presencial professor-aluno, entre outros aspectos, vão demandar um bom tempo para serem recuperados.

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A campanha da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reforça a perspectiva de que a educação deve ser compreendida não apenas com um ato escolar, com transmissão de conteúdo ou preparação técnica para o mundo do trabalho, mas de um processo que envolve todos os setores de uma comunidade. A campanha atende ainda ao Pacto Educativo Global, convocado pelo papa Francisco, para uma educação humanizada, que contribua na formação de “pessoas abertas, integradas e interligadas”.

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Agora, colocar em prática o discurso de que não se trata apenas de despesa, mas de investimento – o que está correto – requer um trabalho de ponta desde os primeiros anos da vida escolar até a formação cidadã consciente do seu papel no mundo em constante transformação.

Foz do Iguaçu pode ser mais um exemplo desse processo ao reunir professores, equipes pedagógicas e gestores, cabendo à prefeitura garantir todo o suporte a essa educação inovadora. Exemplos não faltam. Na volta às aulas presenciais, 25 mil alunos retomaram as atividades nas 52 escolas e 42 centros de educação infantil em salas climatizadas, ou seja, com aparelhos de ar-condicionado. Receberam também, cada um, o auxílio para compra de material escolar no valor de R$ 80 a R$ 180, dependendo da série, totalizando R$ 4,5 milhões distribuídos. Em breve, vamos entregar o cartão-leitura para compra de livros essenciais na formação das crianças. Também estamos servindo 40 mil refeições por dia nas escolas e Cmeis.

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Essa ação está em sintonia com o alerta do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para a necessidade de desenvolver meios para garantir a permanência nas escolas de meninas e meninos fragilizados pela pandemia. O alerta levou o Sesc a lançar uma campanha para doação de itens básicos do aprendizado como cadernos, lápis, borracha e mochilas.

Estudar num espaço climatizado, ter material escolar e uma boa refeição pode até ser comum para alguns, mas faz grande diferença quando se trata de ensino público. Esses três exemplos, embora pequenos, fazem parte de uma série de ações que colocam a educação como prioridade de governo.

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A importância se destaca ainda no abono (R$ 1.810,30) aos 2.617 servidores da área, do novo piso do magistério (R$ 4 mil para 40 aulas) e o pagamento das referências aos professores. Entre o abono e o novo piso, a prefeitura tem um impacto de R$ 9 milhões no orçamento. O pagamento de duas referências (reajuste de 6% que será incorporado ao salário da categoria) significa mais R$ 8,3 milhões ao ano. A prefeitura pagou, ainda, o reajuste de 8,3% aos salários dos 6,5 mil servidores, o que despende mais R$ 4,4 milhões ao ano.

Além da parte pedagógica e de valorização dos professores, estamos estruturando toda a rede de educação municipal. A prefeitura reformou, ampliou e construiu novas escolas e centros de educação. Vamos entregar mais três Cmeis e estamos reformando, ampliando ou reconstruindo mais três escolas. A proposta será equiparar o número de Cmeis ao de escolas até o fim de 2024. Estamos chamando mais 273 professores para suprir a demanda com as novas vagas abertas nas escolas e centros de educação.

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Lançamos, ainda, o programa de ensino de línguas estrangeiras nas escolas. Neste primeiro momento, as escolas terão o ensino de inglês e, em seguida, vamos implantar o espanhol. Nos próximos dias, vamos assinar o convênio com o Parque Tecnológico de Itaipu, que fará o projeto para a construção da maior escola, com 16 salas, do ensino integral. Foz do Iguaçu já tem duas escolas integrais e vamos ampliar a rede para mais quatro escolas até 2023.

No período regular, as escolas de período integral terão as matérias de Português, Matemática, Ciências e História e no contraturno, as aulas de reforço e recuperação, aulas de Informática, de Inglês e Espanhol, oficinas de atividades culturais e as atividades de educação física e de esporte.

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Estamos recebendo mais dez ônibus do transporte escolar que já atendem 1,2 mil alunos. Também implantamos laboratórios de informática em boa parte das escolas. Para finalizar, outros dois exemplos. Estamos na fase final da licitação para instalação de placas fotovoltaicas (energia solar) em 40 escolas e centros de educação infantil. E, nas cinco reuniões com os moradores dos bairros, das 32 obras elencadas no orçamento deste ano que demandam investimentos de R$ 50 milhões, 22 são de construção e melhorias nas unidades de ensino. As obras serão executadas no decorrer de 2022 e 2023.