Coluna Paraná Produtivo – 26/05/2021

Mineração no Paraná 

A produção das indústrias paranaenses de minerais não metálicos cresceu 25,8% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2020. Segundo dados da Produção Industrial Mensal Regional do Instituto Brasileiro de Geologia e Estatística (IBGE), o setor apresentou o segundo maior crescimento do País. As áreas de extração também demonstram a robustez do setor. Em 2020, geraram R$ 25,44 milhões de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e royalties. A mineração de areia e de rochas para a produção de brita e revestimento, ambas destinadas principalmente para uso na construção civil, são atualmente responsáveis por 62,7% do faturamento extrativista. 

Mercado externo

No mercado externo, o setor teve o mesmo comportamento. Os fabricantes exportaram US$ 97,7 milhões durante 2020. Do total, US$ 60,8 milhões referentes a ladrilhos e placas (lajes), de cerâmica, cubos, pastilhas, louças sanitárias e tijolos. Em 2020, 27,7 mil pessoas estavam inseridas nesse setor no mercado de trabalho. No primeiro trimestre de 2021, o número subiu para 28,7 mil. Ao longo do segundo semestre, toda a atividade industrial no Paraná apresentou forte retomada de crescimento da produção. Acompanhando essa trajetória, o setor de mineração no Estado encerrou o ano recuperando as perdas produtivas provocadas pela Covid-19 e apresentando crescimento de 8,1%.

África do Sul na série Mercados Globais

Depois de China e Chile, chegou a vez de conhecer os principais atrativos comerciais da África do Sul. O país será tema do próximo webinar da série Mercados Globais 2021, no dia 11 de junho, a partir das 10 horas. A reunião virtual é mais uma iniciativa do Centro Internacional de Negócios (CIN/PR) do Sistema Federação das Indústrias do Paraná, que periodicamente promove encontros sobre locais relevantes para o comércio internacional. O evento é gratuito, terá cerca de uma hora e meia e contará com a participação do embaixador da África do Sul no Brasil, Vusi Mavimbela; do vice-diretor do Invest South África Makana Mandiwana; do diretor da Brazil – South Africa Chamber of Comerce Emile Myburgh, entre outros convidados.

Mais informações no site www.fiepr.org.br/cinpr ou pelo e-mail caroline.nascimento@sistemafiepr.org.br.

Safra 2021/22 de açúcar

A safra 2021/22 (abril a março) de açúcar no Brasil foi estimada na última terça-feira, 25, em 39,92 milhões de toneladas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). Caso confirmado, o volume representaria uma queda de cerca de 5% ante a temporada anterior, acompanhando uma safra menor de cana-de-açúcar. O USDA estima que o consumo doméstico de açúcar no Brasil na nova temporada seja levemente maior ante 2020/21 (10,15 mi t), em 10,20 milhões de toneladas. Já as exportações da commodity pelo país foram apontadas em 29,17 milhões de toneladas, ante as 32,15 milhões da última safra. Os estoques finais são estimados em 890 mil toneladas.

Observatório da Agropecuária Brasileira 

O Ministério da Agricultura lançou na última terça-feira, 25, o Observatório da Agropecuária Brasileira. Agora, um único lugar reúne dados de mais de 200 bases mapeadas acerca da safra, da previsão climática, do crédito rural, além de informações sobre o setor pesqueiro e imagens georreferenciadas da área rural brasileira. De acordo com o ministério, o objetivo é fortalecer e aprimorar a integração, a gestão, o acesso e o monitoramento dos dados e informações de interesse estratégico para o setor agropecuário e para o Brasil. O acesso ao sistema informatizado é aberto ao público, sendo algumas informações disponíveis de acordo com os perfis de acesso.

Digitalização no agronegócio

Um estudo desenvolvido pela McKinsey e apresentado recentemente pelo instituto Insper e o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) mostra que o Brasil está na vanguarda da digitalização da agricultura. Em termos globais, a pesquisa revelou que em 2020, o agricultor brasileiro foi, em média, o profissional que mais utilizou os meios digitais em suas atividades. Em relação a outros países, “o Brasil obteve, de longe, o maior salto na adoção da digitalização em empresas de B2B (Business-to-business, que vendem produtos ou prestam serviços para outras empresas)”, afirmou Nelson Ferreira, da McKinsey na América Latina. Segundo o estudo da McKinsey, antes da pandemia, o uso de meios digitais no agro era de 36% e depois da pandemia subiu para 46% (incremento de 10%). Em países da União Europeia e nos Estados Unidos esse avanço foi de 7%.

Exportações de carne suína 

Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina mantém crescimento nas exportações e amplia em 54% o faturamento com os embarques em abril. No último mês, o agronegócio catarinense exportou mais de 50 mil toneladas de carne suína, gerando receitas que passam de US$ 123,7 milhões – o segundo maior valor da série histórica iniciada em 1997. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). O desempenho no mês de abril consolida a retomada das exportações catarinenses de carne suína e a presença internacional em importantes mercados consumidores. Foram 50 mil toneladas embarcadas, o quinto melhor resultado já registrado pelo Estado, e 41,7% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

Inflação da construção

O Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 1,8% em maio deste ano, superior ao 0,95% de abril. Com isso, o INCC-M acumula 6,92% no ano e 14,62% em 12 meses. A inflação de materiais e equipamentos subiu de 2,17% em abril para 2,93% em maio. Já a taxa dos serviços passou de 0,52% para 0,95% no período. Já a mão de obra, que havia tido inflação de 0,01% em abril, passou a custar 0,99% mais caro em maio. O Índice de Confiança da Construção subiu 2,2 pontos na passagem de abril para maio deste ano e chegou a 87,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Segundo a FGV, essa foi a primeira alta do ano.

Investimento direto

Ainda em meio às incertezas sobre o futuro do Brasil, na esteira da segunda onda da pandemia do novo coronavírus, os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 3,544 bilhões em abril, informou na última quarta-feira, 26, o Banco Central. No mesmo período do ano passado, o montante havia sido de US$ 1,632 bilhão. O resultado ficou dentro das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que iam de US$ 2,838 bilhões a US$ 5,5 bilhões, com mediana de US$ 5 bilhões. Pelos cálculos do Banco Central, o IDP de abril indicaria entrada de US$ 4,9 bilhões. No acumulado do ano até abril, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo somou US$ 21,253 bilhões. A estimativa do BC para este ano é de IDP de US$ 60 bilhões. 
Investimento em ações
O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou positivo em US$ 2,012 bilhões em abril, informou o Banco Central. Em igual mês do ano passado, o resultado havia sido negativo em US$ 2,558 bilhões. No acumulado do ano até abril, o saldo ficou positivo em US$ 4,083 bilhões. Já o investimento líquido em fundos de investimentos no Brasil ficou negativo em US$ 437 milhões em abril. No mesmo mês do ano passado, ele havia sido negativo em US$ 144 milhões. No acumulado do ano até abril, os fundos registram saídas líquidas de US$ 33 milhões. O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ 1,222 bilhão em abril. No mesmo mês do ano passado, havia ficado negativo em US$ 4,870 bilhões.

ABPA na Sial China

Terminou bem-sucedida a ação organizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), realizada durante a Sial China 2021, um dos maiores eventos da indústria de alimentos na Ásia, encerrado na última quinta-feira, 20, em Xangai. Focada em fortalecer a cooperação estratégica com o mercado asiático, a ação da ABPA contou com um espaço exclusivo, onde recebeu centenas de visitantes interessados no mercado de proteína animal brasileira, entre eles importadores e potenciais clientes, plataformas de e-commerce e entidades governamentais. Conforme medidas de segurança, as informações institucionais sobre qualidade, status sanitário, medidas tomadas durante a pandemia e alertas sobre fraudes e vendas falsas foram transmitidas por meio de vídeos e QR Code do hotsite, em mandarim, no estande da ABPA.

Trigo da Austrália

A Austrália está preparada para uma safra de trigo abundante pela segunda vez consecutiva com produtores plantando grãos em condições de crescimento quase perfeitas, aliviando algumas preocupações mundiais de oferta, que aumentaram os preços globais em uma máxima de vários anos no último mês. Chuvas amplamente espalhadas em estados importantes para o crescimento do plantio de abril e maio impulsionaram a umidade do solo necessária para as sementes crescerem, apesar de ainda faltarem meses para o período mais crítico de desenvolvimento da safra, no final deste ano. O país irá atualizar sua estimativa oficial no próximo mês. O Escritório de Agricultura e Recursos de Economia e Ciência da Austrália (Abares, na sigla em inglês) fixou em março a produção de trigo de 2021/22 em 25 milhões de toneladas.

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Governo fixa ações para avaliar importação de produtos agropecuários

Portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estabelece procedimentos que deverão ser observados para a avaliação do impacto da abertura do mercado brasileiro para a importação de produtos agropecuários. 

De acordo com a portaria nº133, publicada no Diário Oficial de hoje (24), ficará a cargo da Secretaria de Defesa Agropecuária fixar os requisitos sanitários, fitossanitários e de segurança exigidos para a importação de produtos agropecuários. 

Já a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais será o órgão competente para avaliar os impactos econômicos e comerciais, bem como os impactos nas relações internacionais, decorrentes da abertura do mercado brasileiro para esses produtos.

Mercado brasileiro

A portaria detalha, ainda, a tramitação dos processos que tratam da “potencial abertura” do mercado brasileiro para produtos agropecuários. Ela prevê que a Secretaria de Defesa Agropecuária encaminhe à Secretaria de Comércio e Relações Internacionais – por meio do Sistema Eletrônico de Informações ou outro sistema eletrônico oficial em vigor – os processos com a conclusão das discussões técnicas e a decisão sobre requisitos sanitários, fitossanitários e de segurança que serão estabelecidos para abertura do mercado do Brasil para produtos agropecuários importados.

A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais promoverá a avaliação dos impactos econômicos e comerciais e nas relações internacionais dos processos encaminhados pela Secretaria de Defesa Agropecuária.

Após a manifestação da Secretaria de Comércio, a Secretaria de Defesa Agropecuária dará sequência à publicação dos atos de definição dos requisitos sanitários, fitossanitários e de segurança a serem estabelecidos para abertura do mercado de produtos agropecuários para importação para o Brasil.

com informações da Agência Brasil

Paraná exporta menos soja no 1º quadrimestre, mas produtor tem remuneração maior

O Paraná exportou 4,4 milhões de toneladas do Complexo Soja no primeiro quadrimestre do ano. Apesar da redução no volume em comparação com 2020, o produtor paranaense foi melhor remunerado. A análise está no Boletim de Conjuntura Agropecuária feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, referente à semana de 15 a 21 de maio.

O serviço de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat) atualizou os dados sobre a exportação brasileira entre janeiro e abril e apontou que foram enviados para o Exterior 38,26 milhões de toneladas do Complexo Soja, que engloba grãos, farelo e óleo. Isso representa aumento de 2,74% em relação ao mesmo período do ano passado.

Se for levar em consideração apenas o volume financeiro, o País recebeu US$ 16,02 bilhões pela carga exportada desse complexo. Nesse caso, o aumento foi bem maior, com crescimento de 24,23% em relação ao recebido no mesmo período do ano passado. Em volume de produtos do Complexo Soja, a soja em grãos representou 86,41%.

No caso do Paraná, as 4,4 milhões de toneladas exportadas representam redução de 27,42% comparativamente a 2020. Entraram no Estado US$ 1,86 bilhão em razão dessa oleaginosa. Apesar do menor volume, o produto paranaense foi melhor remunerado. Cada tonelada exportada foi negociada, em média, por US$ 423,88, um acréscimo de 21,36% em relação ao obtido no primeiro quadrimestre do ano passado.

Entre outros fatores que contribuíram para um volume menor de exportação de soja paranaense está a redução na produção em comparação com a safra anterior. Também é preciso levar em conta os aspectos climáticos, que foram determinantes. O período de estiagem na época da semeadura levou ao atraso no plantio em algumas regiões importantes, o que também atrasou a colheita.

Trigo e Milho

O boletim traz informações sobre os reflexos das últimas chuvas na triticultura. Foi possível avançar na semeadura na região Central e em parte dos Campos Gerais, passando de 9% para 26%. Mas em outras regiões, como Sudoeste, Oeste e Norte, as precipitações foram menores. Essa situação é preocupante, sobretudo para os locais em que o período estabelecido pelo zoneamento está se encerrando.

Sobre o milho, o registro é de preço recorde estabelecido em 14 de maio, com R$ 96,37 a saca de 60 quilos. O valor é 140% superior à média de fechamento do mês de maio de 2020. Internacionalmente, também há valorização do produto, sobretudo em razão da previsão de escassez.

Mandioca e frutas

Para a mandioca, as chuvas de 12 de maio não ajudaram muito, pois nas principais regiões produtoras ficaram abaixo de 10 milímetros. Sem umidade, os agricultores têm dificuldade para a colheita e também não conseguem avançar no plantio.

O documento preparado pelo Deral analisa, ainda, o desempenho do setor de frutas nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa). No primeiro quadrimestre, foram comercializadas 190,8 mil toneladas (4,5% menos que no mesmo período de 2020), com movimentação financeira de R$ 575,9 milhões (15% superior a 2020).

Pecuária e mel

O boletim discorre também sobre as exportações brasileiras de carne bovina no primeiro quadrimestre, que tiveram aumento de 2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 559.839 toneladas enviadas ao Exterior.

Ao tratar da apicultura, o documento fala sobre as duas comemorações deste mês – 20 de maio como Dia Mundial das Abelhas e 22 de maio, o Dia do Apicultor – e o que esse setor representa para a sociedade.