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Chico Brasileiro critica politicagem sobre transporte coletivo em Foz

Chico Brasileiro critica politicagem sobre transporte público em Foz
Prefeito Chico Brasileiro voltou a politicagem sobre transporte público em Foz do Iguaçu

“A gente não vai se entregar para esse jogo da politicagem no transporte coletivo”, disse o prefeito Chico Brasileiro.

O prefeito Chico Brasileiro (PSD) voltou a criticar no último sábado, 26, a atual situação do transporte coletivo de Foz do Iguaçu. Segundo ele, a ideia é mostrar quem está do lado da população e quem defende os interesses pessoais, de grupos, das empresas e daquilo que classificou de “politicagem”. “Essa luta por um transporte coletivo decente e digno, com a prefeitura tentando romper com esse contrato absurdo, com o que fizeram com o povo de Foz do Iguaçu, com desrespeito que só beneficia as empresas, mostra bem quem está ao lado de quem”.

Chico Brasileiro afirmou ainda que o grupo que defende o contrato rompido pela prefeitura parece esquecer “quem usa e quem paga é a população e é a mais sacrificada com o atual sistema”. “Tem gente que quer que continue tudo como está, que a prefeitura dê dinheiro a um transporte coletivo que não funciona. É uma batalha judicial, uma batalha política, inventam, mentem, criam toda hora notícias falsas para tentar confundir a população”.

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Brasileiro diz que tem muita fé, determinação e a certeza de que está fazendo aquilo que se propôs para resolver o malfadado contrato assinado em 2010, fruto de compadrio entre agentes públicos e as empresas que operam o atual sistema de transporte urbano. “Não viemos à batalha para ser figurante. Viemos para fazer a diferença e sabemos das pedras no caminho. Mas, temos a perseverança de vencer e mostrar que o bem sempre vai vencer o mal”.

Missão – “A gente não pode se entregar para a politicagem. Não podemos nos entregar para esses do quanto pior, melhor, que tentam confundir a população com falsas informações. Vamos trabalhar e continuar no foco. Eu tenho dito isso a todos os secretários: Não vamos sair do foco – eles querem que a gente deixe de trabalhar”.

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O contrato emergencial

O prefeito lembrou da pesquisa enviada para mais de 100 empresas que resultou na abertura dos envelopes na sexta-feira, 25, que resultou na escolha da empresa que fará o contrato emergencial para operar o sistema por um ano. “O jogo sujo não parou. Tentam colocar em xeque tudo devido ao jogo de interesses econômicos, de grupos que não querem largar o que não funciona e criam uma rede de apoio que é impressionante”.

“Mas agora as máscaras estão caindo. Quem são os que estão defendendo as empresas de transporte coletivo. Tem vereador e ex-prefeito e grupos que estão tendo seus interesses contrariados. É isso que a população precisa saber, os interesses que tem por trás disso. Já me disseram que esses grupos são perigosos, mas estamos numa missão e não vamos arredar o pé. A gente tem que transformar aquilo que precisa ser transformado. A gente não vai se entregar para esse jogo da politicagem”, completou Chico Brasileiro.

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Fim no contrato do transporte coletivo

A caducidade do contrato com o Consórcio Sorriso, que operava o sistema de transporte público de Foz do Iguaçu desde 2010, foi decretada em dezembro do ano passado. O contrato venceria daqui a quatro anos, mas uma série de irregularidades durante e na pós-pandemia culminou no fim da concessão das três empresas do consórcio.

Transporte coletivo em Foz: fim do contrato com o Consórcio Sorriso foi decretado em dezembro
Transporte coletivo em Foz: fim do contrato com o Consórcio Sorriso foi decretado em dezembro

Um dos principais fatores considerados no processo administrativo instaurado em junho para o fim do contrato é o descumprimento em relação à frota, reduzida de 158 ônibus para 104 sem autorização da prefeitura, o que causou prejuízos aos usuários, como superlotação e atrasos.

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A caducidade vale após 45 dias, a partir da publicação do decreto, para que os serviços prestados não sejam interrompidos abruptamente. Neste período, as empresas do consórcio devem manter a operação das linhas aos usuários, nas mesmas condições definidas no contrato de concessão.