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Brasil precisa de uma nova política de preços para os combustíveis, diz Romanelli

Brasil precisa de uma nova política de preços para os combustíveis, diz Romanelli A proposta de redução de impostos estaduais, como no ICMS, não vai resolver os elevados preços dos combustíveis (diesel, gasolina, etanol, metanol) e de outros derivados como o gás de cozinha. "Desde o governo Temer, a gasolina, o óleo diesel e até etanol estão dolarizados. Cada alta que tem do dólar ou do barril do petróleo no mercado internacional aumenta o preço nas bombas dos postos aqui, embora sejamos um grande produtor de petróleo”, explica Romanelli.

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB-PR) disse nesta sexta-feira, 28, que o governo federal precisa estabelecer uma nova política de preços de combustível no País, desindexada do dólar. Para ele, a Petrobras não pode ter como principal missão a distribuição de lucros aos acionistas privados.

“É necessário uma política de combustível que consiga reduzir o preço, desindexar do preço do dólar e fazer com que seja aquele valor que remunere a Petrobras, que faça a empresa obter lucro, mas que não fique gerando, como gerou no ano passado, em seis meses, R$ 75 bilhões de lucro para os acionistas privados”, considera o deputado.

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Romanelli diz que a solução não está na privatização da estatal, como propõem alguns presidenciáveis. “Se isso acontecer, vai piorar muito mais. Talvez o tenha que se fazer, inclusive, seja desprivatizar. A Petrobras é uma empresa estatal e tem que servir ao povo brasileiro, à economia do Brasil. Qualquer país do mundo faz isso”, diz o deputado.

A proposta de redução de impostos estaduais, como no ICMS, não vai resolver os elevados preços dos combustíveis (diesel, gasolina, etanol, metanol) e de outros derivados como o gás de cozinha. “Desde o governo Temer, a gasolina, o óleo diesel e até etanol estão dolarizados. Cada alta que tem do dólar ou do barril do petróleo no mercado internacional aumenta o preço nas bombas dos postos aqui, embora sejamos um grande produtor de petróleo”, explica Romanelli.

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Ele ressalta que o Paraná congelou o ICMS sobre os combustíveis desde abril do ano passado e vai permanecer congelado. “O Estado perde receita com isso, mas ajuda a segurar o aumento do preço. Mas a Petrobras, em compensação, já deu reajuste esse ano, e não foi pequeno”, afirma o deputado.

Impacto – Romanelli cita que o preço do diesel impacta diretamente os custos da produção agropecuária paranaense, que é grande produtor de soja, milho e feijão, e também tem reflexos sobre a economia urbana. “Qualquer atividade agrícola depende do óleo diesel, como também o transporte coletivo em todas as cidades. Cada mexida que se dá no preço do diesel, mexe direto no preço da manteiga, do café, do pão. É direta essa relação. E é por isso que gera inflação de 10% como no ano passado”.

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O prejuízo na economia, segundo Romanelli, é amplo e geral. “Com dólar alto e com a situação em que estamos, não vamos conseguir retomar a economia. O Brasil não vai crescer, infelizmente. Vamos entrar agora no terceiro trimestre com PIB negativo. Estamos com recessão, com inflação. É o pior dos mundos mesmo”, considera o parlamentar.

Trabalhador – O deputado aponta ainda que os aumentos nos preços da energia e da cesta básica, ajudaram a puxar a inflação para cima e a situação penaliza o trabalhador com a perda de renda. Somado a isso, avalia Romanelli, a taxa Selic seguirá em alta, reduzindo o estímulo aos investimentos e ao consumo.

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“O descontrole da política econômica leva a essa situação. O Brasil tem de ser recolocado nos trilhos. É uma falta de respeito por quem, de fato, é a força de trabalho desse país. De um lado tem que dar condições boas para quem produz e, ao mesmo tempo, garantir vida digna para quem trabalha. Essas pessoas não são um número, elas não são mercadoria. A força de trabalho delas é fundamental para fazer a nossa riqueza”, completa.