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Boca Aberta se filia ao Agir para disputar governo do Paraná

Filiação do polêmico Boca Aberta ao Agir pode movimentar cenário político paranaense

Polêmico ex-deputado Boca Aberta pode ser a novidade na disputa ao governo do Paraná, mas há dúvidas sobre a viabilidade jurídica de sua candidatura

O ex-deputado federal Boca Aberta se filiou na manhã desta quinta-feira (31), ao partido Agir36 para disputar o governo do Paraná nas eleições de outubro. Essa é uma novidade que pode movimentar o cenário eleitoral paranaense nestes últimos dias de janela partidária. A filiação ocorreu na sede do partido em Curitiba.

Caso a candidatura de Boca Aberta se concretize, ele será o quinto nome na disputa até agora. São pré-candidatos o atual governador, Ratinho Junior (PSD), Cesar Silvestri Filho (PSDB), Roberto Requião (PT) e Professora Angela (PSOL). Há expectativa de que o Podemos lance o nome do senador Álvaro Dias caso a aliança com Ratinho Júnior não se concretize.

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O deputado estadual Boca Aberta Júnior e a vereadora Mara Boca Aberta, filho e esposa de Boca Aberta, devem permanecer no PROS e concorrer às vagas de deputado estadual e deputada federal respectivamente.

O Agir já tinha lançado a pré-candidatura do empresário Zé Boni ao governo. Em conversa com o Boca Maldita, Zé disse que mantém sua candidatura. Mas segundo apuração, pode haver uma composição para que Zé Boni seja candidato ao Senado, sua ideia inicial.

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Boca Aberta estava filiado ao PROS, partido onde se elegeu deputado federal em 2018. Ele teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deixou o mandato em setembro do ano passado. Há, portanto, dúvidas sobre a viabilidade jurídica de uma possível candidatura.

Polêmico ex-deputado Boca Aberta pode ser a novidade na disputa ao governo do Paraná
Boca Aberta (Foto: Agência Câmara)

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Cassado por quebra do decoro parlamentar

Boca Aberta teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2021. O relator do caso, ministro Luís Felipe Salomão, considerou que ele era inelegível por per tido o mandato de vereador cassado por quebra de decoro parlamentar pela Câmara Municipal de Londrina em 2017. O parlamentar também foi condenado em segunda instância por denunciação caluniosa.

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A cassação por quebra de decoro gerou inelegibilidade, conforme a Lei da Ficha Limpa. No entanto, Boca Aberta conseguiu concorrer e assumir o cargo de deputado federal por decisão do Tribunal de Justiça do Paraná. Além disso, o Código Eleitoral determina que o eleito e diplomado pode exercer o mandato em plenitude até o julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Decoro parlamentar

Na Câmara, Boca Aberta respondia a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética, movido pelo Partido Progressista (PP). Ele é acusado de fazer acusações infundadas contra o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR) e de invadir uma unidade de pronto-atendimento (UPA) no Paraná.

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Em seu relatório de 51 páginas, o relator do caso, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), recomendou a cassação de Boca Aberta. “O representado deve perder seu mandato, o convívio parlamentar e, por certo, no que depender da Justiça, também o convívio em sociedade, seja para uma correção mais apurada da sua conduta ou para uma reabilitação da plenitude de suas faculdades mentais e saúde psíquica”, afirmou. O parecer não chegou a ser votado, em razão da decisão da Justiça Eleitoral.