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Andreola quer área industrial livre da pecha de “patinho feio”

Andreola quer área industrial livre da pecha de "patinho feio"

O novo secretário de Desenvolvimento Comercial, Industrial e Agropecuário, Vilmar Andreola, disse nesta  terça-feira, 19, que a primeira meta de sua pasta é tirar a pecha de “patinho feio” da área industrial de Foz do Iguaçu. “Se colocar a sua empresa em uma imobiliária, ela vai querer porque existe muita burocracia”, afirmou o empresário à Rádio Cultura.

Foz tem áreas para exploração industrial em quatro bairros: Pilar Campestre, Jardim Europa, Portal da Foz e no bairro Morumbi. Os terrenos variam de 30 a 400 mil metros quadrados e são destinados para atividades de indústria, comércio atacadista de produtos industrializados, prestação de serviços, tecnologia e inovação e de suporte e promoção do turismo.

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“Temos empresários fortes que estão legalizados e gerando emprego. Temos empresários que compraram terreno há 15 anos e não fizeram nada, não limpam e estão esperando a valorização e achando que podem vendê-los para a prefeitura ou para alguém no preço de hoje. Ele pagou R$ 3 o metro e quer vender por R$ 80. Estes não terão o apoio da secretaria”, explicou Andreola.

Empreserários do bem

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No entanto, segundo o secretário, há empresários que estão para ser despejados, apesar de gerar 25 empregos diretos. “Hoje, ele e a esposa continuam trabalhando, gerando mais de R$ 50 mil em impostos, ganhando licitações como metalúrgico no Rio de Janeiro, São Paulo, produzindo em Foz do Iguaçu, Com este, eu vou lá falar com ele”, disse.

Andreola justifica que o perfil deste empresário cumpre agora os compromissos de lei, mas não cumpriu prazos dispostos na legislação em função da pandemia e está aguardando o despejo. “Eu sou contrário em despejar este empresário, o que significa desempregar 25 famílias que passam a ficar desamparadas. E o que a prefeitura vai fazer com este barracão. Não podemos deixar isto acontecer”.

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“O barracão vai para a prefeitura e no terceiro, os vândalos vão lá e roubam os cabos elétricos, disjuntores e no quinto dia, roubam janelas, portas, telhado e fica lá a estrutura abandonada”, completa.

Garantias

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O secretário reitera que neste caso o despejo não é solução. “A minha função é resgatar a credibilidade deste empresário e garantir condições para ele cumprir a lei. Caso não tenha cumprido no passado, vamos dar condições para que ele possa cumprir daqui para frente”.

Andreola disse ainda que vai estudar caso a caso junto a prefeitura, Câmara de Vereadores e Ministério Público. “Esse empresário deu retorno ao município e se hoje o terreno vale R$ 5 milhões, ele não pode pagar, por exemplo, 10% 15% disto, em compensação ao município”.

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